cinta modeladora

Saiba mais das referências que deram origem as cintas e modeladores de hoje em dia

A cinta modeladora é um dos acessórios mais usados pelas mulheres atualmente, e com razão. Essa peça ajuda a reduzir manequins, modela a cintura, corrige a postura e acelera a recuperação do pós-parto e pós-operatória. Mas não é de hoje que as mulheres se preocupam em usar peças que ajudem na modelagem do seu corpo.

Embora os acessórios usados para moldar o corpo tenham mudado ao longo dos séculos, sua utilização já começou no século XIV. Naquela época, os chamados corsets tinham a função de regular a postura, além da função estética. Foram os corsets e, mais tarde, os espartilhos que deram origem Se quiser saber mais sobre as peças que acabaram dando origem às cintas modeladoras atuais. Acompanhe o texto a seguir.

O Renascimento e o uso dos corsets

Os padrões do que é considerado um corpo belo se alteram constantemente. Na Idade Média, por exemplo, era considerado bonito quem tivesse mais gordura corporal e cintura grossa, pois isso significava que a pessoa tinha uma mesa farta e comida sobrando, algo raro na época. Porém, à medida que a Idade Média foi chegando ao seu fim, uma nova silhueta se tornou moda: a que valorizasse uma postura ereta e um corpo mais definido.

No século XIV, surgiram peças que podiam auxiliar nessa modelagem do corpo. Os corsets, como eram chamados, davam forma ao corpo feminino e sustentavam os seios. Eles eram uma espécie de colete que era amarrado atrás, e o costume era usá-lo por cima das camisas, em combinação com saias longas e volumosas.

No Renascimento, a influência da Igreja Católica na sociedade europeia diminuiu, e a sensualidade passou a ser moda, com ênfase particular nos seios. Assim, os corsets foram reajustados de modo a valorizar o busto, e se tornaram mais firmes e rígidos. Eles passaram a ser reforçados por uma haste que podia ser de prata, ossos, marfim ou outros materiais. Isso só foi alterado no século XVIII, quando a haste única foi substituída por várias barbatanas, geralmente feitas de ossos de baleia.

Até então, os corsets tinham a função de sustentação dos seios e modelagem do corpo, mas não eram usados para afinar a cintura. Esse costume surgiu no século XIX, a famosa Era Vitoriana, e levou ao uso do espartilho propriamente dito.

A Era Vitoriana e a nova silhueta

No século XIX, os espartilhos foram uma das principais peças de moda. Existiam inúmeros modelos, adequados a diferentes tipos de vestido e que davam diferentes modelagens ao corpo. Eles eram necessários também para sustentar os seios, já que nessa época nem se pensava na existência do sutiã.

Os espartilhos não eram peças práticas; eles apertavam demais a cintura, e alguns modelos restringiam tanto os movimentos que as mulheres não conseguiam nem se abaixar. Além disso, eles não podiam nem ser colocados sozinhos, pois dependiam de serem amarrados nas costas.

Mais ou menos na metade do século XIX, as mulheres começaram a perceber a funcionalidade dos espartilhos para afinar a cintura. Elas começaram a apertar mais as amarras, e, com o uso frequente, isso acabava por alterar a sua silhueta e causar um afinamento natural da cintura. O problema é que, como eram confeccionados em tecidos inflexíveis (que eram os únicos disponíveis na época) e sem questões ergonômicas em mente, eles alteravam o posicionamento dos órgãos, o que podia ser extremamente prejudicial à saúde das mulheres.

No começo do século XX, os espartilhos começaram a perder espaço. Isso foi ocasionado por dois fatores em particular. Um deles foi a invenção do sutiã em 1901, que permitia a sustentação dos seios sem o desconforto trazido pelos espartilhos.

O outro foi a Primeira Guerra Mundial. Com boa parte da população masculina no front, as mulheres precisaram assumir trabalhos que exigiam roupas íntimas mais confortáveis e que não restringissem tanto os movimentos. Além disso, muitas pessoas que trabalhavam no serviço doméstico migraram para outras áreas, e as mulheres da elite precisavam de peças que pudessem ser vestidas sem ajuda das damas de companhia.

O período entre-guerras e uma nova silhueta

A década de 1920 foi marcada por vários movimentos feministas, que valorizavam a liberdade do corpo da mulher. Isso somado a uma nova moda que valorizava vestidos soltos e que marcavam os quadris em vez da cintura acabou com o uso dos espartilhos e dos modeladores de corpo durante aquela década.

Porém, a década de 1930 já observou um comportamento diferente. As silhuetas voltaram a ser mais definidas, e o surgimento das pin-ups trouxe a cintura fina à moda novamente. Mas a Segunda Guerra Mundial trouxe racionamento de materiais e, com isso, uma escassez de tecido, o que dificultou a confecção dos espartilhos. Eles acabaram virando itens associados mais a fins estéticos, de cosplay ou de sensualidade, e hoje em dia dificilmente são usados no cotidiano das mulheres.

Foi nesse contexto que a cinta modeladora passou a surgir, pois era confeccionada com tecidos mais maleáveis e ergonômicos e, diferente do espartilho, não causava alterações permanentes na silhueta. Em outras palavras, quando a cinta não é mais usada, o corpo volta a sua forma natural.

De Christian Dior às Kardashians: o fortalecimento da cinta modeladora

O modelo surgido na década de 1930 ganhou mais força com a coleção New Look, lançada em 1947 por Christian Dior. A coleção voltou a enaltecer a mulher mais feminina e elegante, deixando para trás a moda andrógena que marcou o período da Segunda Guerra. Com isso, a necessidade de uma cintura fina voltou a crescer, e as cintas modeladoras se popularizaram até a década de 1960.

Com as alterações de moda entre os anos 70 e 90, as cintas acabaram tendo maior predominância no campo médico. Seu uso para recuperação no pós-parto e pós-operatório acabou sendo mais proeminente, e elas acabaram perdendo um pouco de espaço no campo da moda.

Porém, atualmente isso está se modificando, já que muitas famosas mostram sua predileção pelo uso da peça. Um dos melhores exemplos são as Kardashians, influencers que ditam muitos comportamentos de moda e são adeptas da cinta modeladora com fins estéticos e para melhorar a postura.

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